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Mantendo-se à Frente das Mudanças: Como Gerenciar o Risco Regulatório em um Cenário de Regras em Constante Evolução

A maioria das estruturas de controle é elaborada como se as regras permanecessem inalteradas durante todo o ano. Na prática, isso não acontece. 

As listas de sanções da ONU, OFAC (Office of Foreign Assets Control), União Europeia e Reino Unido são atualizadas continuamente. Além disso, o Banco Central do Brasil (BCB), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) publicam novas normas, orientações e atualizações regulatórias ao longo do ano. 

Como consequência, o risco regulatório também é uma questão de tempo. A exposição surge no intervalo entre a mudança de uma obrigação regulatória e a atualização dos controles internos da organização. Antecipar essas mudanças — em vez de apenas reagir a elas — é o que reduz esse intervalo e diferencia uma empresa preparada de outra que precisará agir de forma corretiva. 

Por que controles estáticos ficam defasados 

Um framework de controles revisado apenas uma vez por ano reflete as obrigações regulatórias e o cenário de risco existentes na data em que foi aprovado. Entretanto, a regulamentação não acompanha esse calendário. 

Novas sanções são impostas, orientações sobre prevenção à lavagem de dinheiro (PLD/FT) são atualizadas e mudanças regulatórias podem alterar, em poucos meses, aquilo que é considerado uma abordagem proporcional para due diligence, monitoramento e triagem de clientes. 

Uma empresa que realiza verificações utilizando uma lista de sanções desatualizada pode deixar de identificar uma entidade recentemente sancionada, permitindo pagamentos, transações ou o relacionamento com uma contraparte que passou a representar um risco regulatório. 

Da mesma forma, processos baseados em orientações regulatórias já substituídas continuam operando normalmente e produzindo resultados aparentemente satisfatórios, embora deixem de atender às expectativas atuais dos órgãos reguladores. 

Imagine, por exemplo, um processo de onboarding baseado em uma cópia da lista de sanções utilizada no início do exercício. Se uma empresa ou indivíduo for incluído em uma lista de sanções meses depois, essa contraparte continuará sendo aprovada porque a base utilizada para a due diligence permaneceu inalterada. 

Esse tipo de descompasso raramente é percebido dentro da operação. As verificações continuam sendo concluídas, os processos seguem normalmente e os indicadores permanecem estáveis — enquanto, nos bastidores, os requisitos regulatórios já mudaram. 

As normas do Banco Central e da CVM exigem que os controles internos permaneçam continuamente aderentes aos riscos e às obrigações regulatórias. Manter processos operacionais funcionando não é suficiente se eles estiverem baseados em informações desatualizadas. 

Por isso, a necessidade de monitoramento contínuo torna-se evidente: um controle é tão eficaz quanto a atualização das informações regulatórias e das listas de sanções utilizadas para executá-lo. 

Como monitorar mudanças regulatórias e listas de sanções 

Manter uma visão atualizada depende de um processo estruturado de monitoramento, e não apenas da exposição ocasional às notícias. 

As principais fontes de mudança são conhecidas: 

  • listas de sanções da ONU, OFAC, União Europeia e Reino Unido;
  • comunicados, consultas públicas e novas regulamentações do Banco Central e da CVM;
  • ações de fiscalização e processos sancionadores que demonstram onde está concentrada a atenção dos reguladores;
  • atualizações do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI/FATF), incluindo alterações em países incluídos ou removidos da lista cinza. 

É justamente esse processo de acompanhamento sistemático que caracteriza o horizon scanning.

A diferença está entre tomar conhecimento de uma mudança quando ela já repercute amplamente na imprensa ou acompanhar diretamente as fontes oficiais onde ela é publicada pela primeira vez. 

Uma nova sanção é divulgada antes de ser comentada pelos veículos especializados. Uma consulta pública sinaliza a direção de futuras mudanças regulatórias muito antes da publicação da norma definitiva.

Empresas que acompanham diretamente essas fontes ganham tempo para preparar seus processos antes que a mudança produza impactos operacionais. 

Ao mesmo tempo, tanto as fontes oficiais quanto o noticiário desempenham papéis complementares. 

As fontes oficiais oferecem a posição regulatória definitiva e os detalhes técnicos da mudança. 

Já o noticiário ajuda a antecipar riscos geopolíticos, econômicos e reputacionais que muitas vezes antecedem novas sanções, restrições comerciais ou alterações regulatórias. 

Uma estratégia eficiente de monitoramento combina essas duas camadas de informação: as notícias funcionam como um sinal antecipado, enquanto as fontes oficiais confirmam e formalizam a mudança. 

Transformando mudanças regulatórias em controles atualizados 

Detectar uma alteração regulatória não gera valor se essa informação não chegar rapidamente aos processos operacionais. 

A questão prática é simples: quanto tempo leva para uma nova obrigação regulatória se transformar em uma nova verificação de compliance? 

Normalmente, essa resposta envolve três etapas: 

  • atualização imediata dos parâmetros de triagem para incorporar novas sanções ou alterações regulatórias;
  • reavaliação das contrapartes já cadastradas, sem aguardar o próximo ciclo periódico;
  • revisão da classificação de risco sempre que uma mudança alterar o nível de exposição da organização. 

Esse fluxo é padronizado e repetível. 

Quando uma nova sanção é publicada, a base utilizada para o screening é atualizada, todas as contrapartes relevantes são novamente avaliadas e eventuais correspondências seguem para análise da equipe de compliance. 

Caso seja confirmada uma correspondência, são aplicados os procedimentos previstos pela governança da organização, como escalonamento interno, bloqueio ou encerramento do relacionamento.

Quanto menor o intervalo entre a publicação da sanção e a nova verificação, menor também será a janela de exposição ao risco. 

Além disso, esse processo gera um histórico de evidências importante para auditorias internas, inspeções regulatórias e revisões independentes, demonstrando quando a mudança foi identificada, como foi avaliada e quando os controles foram atualizados. 

Mudanças geopolíticas também alteram o risco das contrapartes 

O risco de uma contraparte não permanece estático após o onboarding. 

Conflitos internacionais, mudanças de governo, sanções econômicas ou restrições comerciais podem transformar rapidamente uma empresa considerada de baixo risco em uma contraparte de alto risco.

Por isso, acompanhar notícias globais juntamente com dados corporativos e listas oficiais permite reavaliar continuamente esse perfil. 

Uma nova ligação societária com um indivíduo sancionado, operações em uma jurisdição recém-restrita ou alterações na estrutura societária podem ser identificadas conforme os acontecimentos evoluem — e não apenas durante a próxima revisão anual. 

Sem esse monitoramento contínuo, uma organização pode manter relacionamentos que passaram a representar riscos significativos, acumulando exposição a cada nova transação. 

Já uma abordagem baseada em eventos permite que as decisões sejam tomadas exatamente no momento em que o risco muda. 

Como o Nexis Diligence+ acompanha um cenário em constante mudança 

Antecipar riscos depende diretamente da qualidade e da atualização das informações utilizadas pela equipe de compliance. 

É nesse contexto que o Nexis Diligence+ atua. 

A solução reúne em uma única plataforma dados de sanções, notícias globais licenciadas e informações estruturadas sobre empresas e pessoas, permitindo que as organizações trabalhem sempre com um retrato atualizado do cenário regulatório e de riscos. 

O Nexis Diligence+ apoia o horizon scanning ao consolidar fontes regulatórias, listas de sanções e notícias em um único ambiente, facilitando a identificação de mudanças que possam impactar clientes, fornecedores, parceiros e demais contrapartes. 

Ao conectar dados corporativos, mídia adversa e sanções, a plataforma permite que eventos geopolíticos sejam rapidamente relacionados às entidades potencialmente afetadas. 

A decisão sobre reclassificar riscos, realizar novas verificações ou encerrar relacionamentos continua sendo responsabilidade da equipe de compliance. 

O papel da plataforma é eliminar o esforço de reunir informações dispersas em múltiplas fontes, permitindo que essas decisões sejam tomadas com rapidez e baseadas em dados confiáveis. 

Tratar informações para gestão de riscos como uma infraestrutura integrada — e não como consultas isoladas — permite que as organizações acompanhem a velocidade com que o ambiente regulatório evolui. 

Considerações finais 

O risco regulatório também é uma questão de tempo — e tempo pode ser gerenciado. 

Dados atualizados e monitoramento sistemático permitem que as organizações adaptem seus controles antes que o risco se concretize, em vez de justificar posteriormente por que seus processos ficaram atrás das mudanças regulatórias. 

As empresas mais preparadas não são necessariamente aquelas que possuem mais controles, mas aquelas cujos controles evoluem na mesma velocidade das regras. 

O Nexis Diligence+ fornece a base de dados que sustenta esse processo, mantendo informações sobre sanções, notícias e entidades sempre atualizadas e conectadas para que a antecipação — e não a reação — conduza a gestão de riscos. 

Veja como o Nexis Diligence+ ajuda sua organização a acompanhar um cenário regulatório em constante evolução

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