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Otimizando as Verificações de AML para Melhorar a Eficiência Operacional em Serviços Profissionais

As verificações de AML (Prevenção à Lavagem de Dinheiro) têm a reputação de desacelerar as operações de empresas de serviços profissionais, mas, na prática, a lentidão raramente está nas verificações em si. Ela costuma surgir nas lacunas entre os processos: uma lista de sanções aberta em uma aba, uma consulta de Pessoa Politicamente Exposta (PEP) realizada em outro sistema, um resultado de mídia adversa copiado manualmente para o registro do caso. 

Em nosso trabalho com equipes de compliance nos setores jurídico, contábil e imobiliário, observamos que o principal fator de ineficiência operacional quase sempre está relacionado a fluxos de trabalho fragmentados, e não à falta de rigor nos processos de triagem. Na prática, otimizar as verificações de AML significa eliminar essas lacunas sem comprometer a qualidade das evidências. 

Onde os Fluxos de Trabalho de AML Perdem Tempo

A maioria das empresas de serviços profissionais consegue descrever seu processo de AML de forma geral, mas não consegue identificar exatamente onde o tempo é consumido ao longo da execução. 

As perdas costumam seguir padrões previsíveis. A verificação de entidades ocorre em uma ferramenta, a triagem de sanções em outra, os registros de PEP em uma terceira e a pesquisa de mídia adversa em uma quarta, sem um identificador comum que conecte todas as consultas. Cada pesquisa exige que o analista digite ou copie repetidamente o mesmo nome legal, a mesma data de nascimento ou o mesmo número de registro. 

A segunda grande fonte de perda é a consolidação manual das evidências em um único arquivo defensável para auditoria. Os resultados das verificações chegam em formatos distintos — PDFs, CSVs, capturas de tela ou texto simples — e cabe ao analista classificá-los, datá-los e armazená-los de forma consistente. 

Uma terceira fonte de ineficiência está na falta de padronização dos parâmetros de pesquisa. Dois analistas realizando uma verificação de AML sobre a mesma entidade podem obter resultados significativamente diferentes devido a configurações distintas de correspondência, idioma ou escopo geográfico. 

A quarta perda, menos visível, é o retrabalho durante revisões periódicas. Arquivos de clientes revisados a cada doze ou dezoito meses frequentemente passam por novas verificações sem reaproveitar evidências já coletadas anteriormente. As transferências de responsabilidade entre áreas comerciais e compliance, especialmente durante períodos de alto volume de onboarding, ampliam ainda mais essas ineficiências. 

Por Que a Padronização do Fluxo de Trabalho de AML É Importante 

A padronização é frequentemente tratada como uma questão de preferência operacional, quando, na verdade, ela constitui um mecanismo de controle. 

No contexto de compliance AML, um fluxo de trabalho padronizado gera decisões de risco consistentes entre equipes e escritórios, pois as mesmas verificações, utilizando as mesmas bases de dados e seguindo a mesma sequência, são aplicadas de maneira uniforme. Para organizações que operam em diferentes regiões ou unidades de negócio, essa consistência permite que as áreas centrais de compliance comparem casos de forma efetiva e identifiquem exceções que mereçam análise mais aprofundada. 

A aceleração do onboarding é uma consequência positiva da padronização, mas não seu principal objetivo. O principal benefício é garantir que a qualidade das evidências não varie de acordo com o analista responsável. 

O treinamento também se torna mais simples. Novos analistas aprendem um único fluxo de trabalho de verificações AML, em vez de absorver diferentes práticas adotadas por colegas mais experientes. 

Os dossiês tornam-se mais robustos durante auditorias, fiscalizações ou revisões regulatórias, pois a justificativa de cada etapa está registrada de forma consistente, independentemente de quem executou a análise. 

A padronização também facilita a continuidade operacional em momentos de maior demanda. Quando um profissional precisa assumir um caso parcialmente concluído, o fluxo de trabalho deixa claro quais etapas já foram realizadas e quais ainda estão pendentes. 

A abordagem baseada em risco permanece preservada, já que a profundidade da análise continua variando de acordo com o perfil de risco do cliente. 

Construindo uma Trilha de Evidências Preparada para Auditorias 

Uma trilha de evidências defensável para AML se assemelha mais a um dossiê de pesquisa bem organizado do que a uma simples captura de tela anexada ao cadastro do cliente. 

Resultados de verificações datados e devidamente documentados são mais importantes do que o volume de informações coletadas. Cada correspondência em listas de sanções, cada registro de PEP e cada resultado de mídia adversa deve conter informações sobre quando a consulta foi realizada, qual versão da lista foi utilizada e quais critérios de correspondência foram aplicados. 

Sem esses elementos, até mesmo resultados corretos podem se tornar difíceis de sustentar durante uma auditoria ou fiscalização. 

No Brasil, a intensificação da supervisão regulatória e o fortalecimento dos programas de integridade têm aumentado a expectativa sobre a qualidade da documentação mantida pelas organizações. Em muitos casos, o problema não está na fragilidade da análise realizada, mas na impossibilidade de reconstruir posteriormente o racional e as evidências que sustentaram a decisão. 

Outro elemento fundamental é a documentação clara das exclusões de falsos positivos. Quando um analista conclui que uma pessoa com nome semelhante não corresponde ao indivíduo analisado, deve registrar objetivamente quais elementos permitiram essa diferenciação, em vez de apenas marcar a ocorrência como descartada. 

As verificações de entidades relacionadas, PEPs, sanções e mídia adversa devem permanecer organizadas de forma integrada no mesmo arquivo, permitindo que as relações entre os resultados sejam facilmente compreendidas. 

A rastreabilidade em relação às políticas internas também é mais importante do que muitas empresas imaginam. Quando as políticas são atualizadas, as decisões tomadas anteriormente devem permanecer vinculadas à versão vigente à época. 

Por fim, os mecanismos de retenção e recuperação de informações precisam sobreviver a mudanças de equipe, evitando a dependência excessiva de pastas compartilhadas ou caixas de e-mail individuais. 

Consolidando os Dados de AML em um Único Ambiente de Trabalho 

Um ambiente integrado elimina grande parte do retrabalho gerado pelo uso de ferramentas desconectadas. 

Uma única pesquisa abrangendo dados estruturados de entidades, listas de sanções, registros de PEPs e fontes de mídia adversa elimina a necessidade de redigitar identificadores entre sistemas diferentes. Além disso, a mesma lógica de resolução de entidades é aplicada a todos os tipos de verificação. 

Quando os critérios de correspondência são consistentes em todas as consultas, o analista deixa de interpretar diferentes configurações para cada sistema utilizado. 

O Nexis Diligence+ oferece essa consolidação ao reunir dados licenciados de entidades, sanções, PEPs e mídia adversa em um único ambiente investigativo. 

O caso pode ser aberto a partir da entidade analisada, as verificações podem ser executadas diretamente nas fontes relevantes e os resultados, devidamente datados e referenciados, podem ser incorporados ao arquivo sem necessidade de reformatação manual. 

O mesmo ambiente atende processos de onboarding, revisões periódicas e análises motivadas por eventos específicos, evitando que os analistas precisem aprender procedimentos diferentes para cada situação. 

A estrutura dos resultados é tão importante quanto a qualidade dos dados. Informações organizadas facilitam a revisão por responsáveis por compliance, auditoria interna ou órgãos reguladores, pois cada evidência já contém seus respectivos metadados. 

Modelos reutilizáveis para perfis recorrentes de clientes — como pequenos escritórios de contabilidade, transações imobiliárias de médio porte ou estruturas corporativas complexas com atuação internacional — permitem aplicar o nível adequado de diligência sem a necessidade de reconstruir o processo a cada novo caso. 

O objetivo não é simplesmente realizar verificações mais rápidas, mas garantir verificações mais consistentes, que se tornam mais eficientes como consequência. 

Como a Eficiência Operacional se Manifesta na Prática 

A eficiência operacional em um programa de AML pode ser observada por meio de indicadores concretos. 

O tempo de processamento de um cadastro padrão pode passar de dias para horas, não porque etapas foram eliminadas, mas porque atividades que antes exigiam alternância constante entre sistemas passam a ocorrer de forma sequencial. 

A variação entre analistas também diminui. Dois profissionais analisando casos semelhantes, com níveis equivalentes de risco, tendem a produzir dossiês com estrutura e profundidade muito parecidas. 

Menos casos chegam aos responsáveis por compliance com documentação incompleta. Quando a supervisão precisa se concentrar em decisões de julgamento e risco, não deve ser consumida por problemas básicos de registro e documentação. 

Os passivos de remediação também diminuem, pois processos de revisão periódica e monitoramento contínuo deixam de reproduzir as mesmas lacunas já identificadas anteriormente. 

Quando uma comunicação de operação suspeita ou investigação interna é necessária, ela pode ser facilmente vinculada às evidências originais de verificação, fortalecendo toda a trilha de auditoria. 

Esses resultados são observáveis em indicadores de gestão e não apenas em materiais promocionais. Organizações que monitoram essas métricas de forma consistente conseguem absorver volumes crescentes de onboarding sem aumentar proporcionalmente suas equipes. 

Normalmente, os primeiros indicadores a apresentar melhoria são o tempo de conclusão das verificações de compliance e a redução da variabilidade entre analistas. 

Onde o Nexis Diligence+ se Encaixa no Fluxo de Trabalho de AML 

O Nexis Diligence+ atua como um ambiente consolidado para verificações AML, e não apenas como uma ferramenta isolada de triagem. 

Dados de entidades, sanções, PEPs e mídia adversa estão integrados no mesmo ambiente e podem ser acessados por meio de uma única pesquisa vinculada a um único registro de entidade. 

Pesquisar, verificar e documentar tornam-se etapas contínuas de um mesmo processo, em vez de atividades desconectadas. 

Os registros gerados são alinhados às necessidades de evidência em compliance, com informações datadas, referenciadas e armazenadas diretamente no arquivo do cliente. 

Essa capacidade é especialmente relevante porque as verificações AML raramente representam um evento único. Elas são repetidas, aprofundadas em função de eventos específicos e atualizadas periodicamente. 

Um ambiente capaz de manter a consistência desse fluxo ao longo de todo o ciclo de vida do cliente é o que permite às organizações aplicar uma abordagem baseada em risco sem precisar reconstruir seus processos a cada mudança de circunstância. 

Comece com a LexisNexis 

Considerações Finais 

A eficiência em verificações AML não é resultado de atalhos tecnológicos. 

Ela é consequência de fluxos de trabalho padronizados, dados consolidados e práticas rigorosas de gestão de evidências, apoiados pela infraestrutura adequada.

Em nossa experiência com empresas de serviços profissionais, as equipes que executam verificações AML com maior agilidade não são aquelas que adotam critérios mais permissivos de triagem, mas aquelas cujos processos são consistentes o suficiente para que analistas, gestores, auditores ou reguladores consigam compreender toda a justificativa da análise sem necessidade de explicações adicionais. 

O Nexis Diligence+ fornece essa infraestrutura para apoiar fluxos de trabalho de AML robustos, auditáveis e alinhados às exigências regulatórias brasileiras.

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