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IA, ESG e Sanções: Os Pontos Cegos em Due Diligence que os Reguladores Estão Alvejando

Em 2026, os reguladores não estão mais focados apenas em saber se sua organização realizou a verificação de terceiros. 

Agora, eles querem saber se a sua empresa: 

  • Integrou fatores ESG às avaliações de risco de corrupção
  • Avaliou a governança de fornecedores de IA e a procedência dos dados utilizados
  • Investigou beneficiários finais além de estruturas superficiais de propriedade
  • Implementou monitoramento contínuo — e não apenas verificações pontuais 

Em diferentes jurisdições, a pressão regulatória aumenta ao mesmo tempo em que os marcos regulatórios se expandem. 

O resultado? Três pontos cegos estão agora sob forte escrutínio regulatório: governança de IA, verificação ESG e complexidade de propriedade em sanções

Ponto Cego nº 1: A IA Já Faz Parte da Sua Estrutura de Compliance — Mas Ela Está Governada? 

A IA já está incorporada aos fluxos de trabalho de monitoramento, triagem, sumarização e geração de relatórios. Mas as novas regulamentações deixam claro que o uso de IA não elimina responsabilidade — ele a amplia. 

O AI Act da União Europeia (em vigor desde agosto de 2024) exige que organizações que adquiram sistemas de IA classifiquem riscos e realizem due diligence sobre fornecedores e conjuntos de dados. 

O Digital Operational Resilience Act (DORA) determina que instituições financeiras gerenciem riscos relacionados a fornecedores de tecnologia terceirizados, sob pena de possíveis sanções e multas. 

Globalmente: 

  • A Coreia do Sul aprovou o AI Basic Act, exigindo supervisão humana para sistemas de IA de alto impacto (janeiro de 2026)
  • Singapura introduziu regras de governança para IA Agêntica em 2026
  • O Brasil avança na regulamentação de IA com propostas legislativas que exigem avaliações de risco, transparência e mecanismos de governança para sistemas de alto impacto 

Expectativa regulatória:

Se a IA influencia decisões de due diligence, sua organização precisa compreender como ela funciona, como os dados são obtidos e quais mecanismos existem para mitigar vieses ou alucinações. 

A falha em avaliar riscos relacionados a fornecedores de IA já é considerada uma falha de due diligence. 

Ponto Cego nº 2: ESG Não É Mais Apenas um Exercício de Relatório 

Direitos humanos, impacto ambiental, riscos climáticos e padrões de governança agora fazem parte das estruturas regulatórias globais. 

A Diretiva Europeia de Due Diligence em Sustentabilidade Corporativa (CSDDD) exige que empresas que operam na União Europeia identifiquem, previnam e mitiguem impactos adversos relacionados a direitos humanos e meio ambiente em suas operações e cadeias de suprimentos. 

A Lei Alemã de Due Diligence na Cadeia de Suprimentos exige gestão e mitigação de riscos ao longo da cadeia de fornecimento, com penalidades financeiras significativas em casos de descumprimento. 

A Lei da Transparência da Noruega obriga empresas a reportarem publicamente suas práticas de due diligence em direitos humanos. 

Singapura também passou a exigir que riscos ambientais sejam incorporados às estruturas de due diligence de instituições financeiras. 

No Brasil, o Plano Anticorrupção 2025–2027 prevê a integração de temas ESG às avaliações de risco de corrupção, reforçando a expectativa de abordagens mais integradas de compliance e governança. 

Expectativa regulatória:

ESG precisa estar integrado às estruturas de gestão de risco de terceiros — e não isolado em relatórios de sustentabilidade. 

A simples revisão de políticas não é suficiente. Reguladores esperam, cada vez mais, mapeamento documentado de riscos, rastreabilidade da cadeia de suprimentos e monitoramento contínuo. 

Ponto Cego nº 3: Monitoramento de Sanções Sem Inteligência de Propriedade 

O risco relacionado a sanções tornou-se mais fragmentado e complexo, especialmente após conflitos geopolíticos e abordagens regulatórias divergentes entre países. 

Monitorar apenas o nome de uma empresa já não é suficiente. 

Uma abordagem de due diligence baseada em risco exige: 

  • Monitoramento em listas de sanções (ONU, OFAC, UE, Reino Unido)
  • Monitoramento de watchlists e PEPs
  • Investigação de processos judiciais
  • Análise robusta de beneficiários finais
  • Monitoramento de notícias negativas em múltiplos idiomas 

A ocultação de beneficiários finais representa um risco inerente, especialmente em contextos relacionados a corrupção, fraude ou lavagem de dinheiro. 

Os reguladores recomendam monitoramento contínuo — e não apenas verificações estáticas durante o onboarding. 

Se sua estrutura não consegue demonstrar como identificou estruturas ocultas de propriedade ou como monitora exposições dinâmicas a sanções, sua organização poderá enfrentar dificuldades sob escrutínio regulatório. 

O Risco de Convergência Que os Reguladores Estão Observando 

A maior vulnerabilidade surge quando esses riscos convergem: 

  • Ferramentas de IA realizando monitoramento com dados incompletos de sanções
  • Riscos ESG incorporados em estruturas complexas de propriedade
  • Terceiros operando em diferentes regimes regulatórios
  • Áreas de compliance, ESG e compras atuando de forma isolada 

Os reguladores nacionais têm incentivado abordagens integradas de due diligence. 

A direção é clara: estruturas de compliance precisam ser baseadas em risco, documentadas, integradas e continuamente monitoradas. 

De Checklists a uma Due Diligence Defensável e Baseada em Risco 

Um modelo de melhores práticas em 2026 segue uma abordagem baseada em risco: 

  • Due diligence simplificada para entidades de baixo risco
  • Due diligence reforçada para relacionamentos de maior exposição
  • Investigações terceirizadas quando o nível de risco justificar
  • Monitoramento contínuo automatizado e revisões periódicas 

Isso exige acesso a dados globais de alta qualidade e com procedência comprovada sobre: 

  • Sanções
  • PEPs
  • Watchlists
  • Processos judiciais
  • Dados ESG
  • Notícias negativas 

O ambiente regulatório continua se expandindo — não se estabilizando. Órgãos de fiscalização colaboram cada vez mais entre fronteiras. A regulamentação de IA acelera. A due diligence ESG está se transformando em obrigação legal executável. 

O custo de uma due diligence insuficiente vai além de multas — inclui interrupções operacionais, danos reputacionais e exclusão de contratos. 

Avalie Sua Exposição Antes Que os Reguladores Façam Isso 

A pergunta em 2026 não é mais se sua organização possui um checklist. A questão é se esse checklist é: 

  • Baseado em risco
  • Integrado entre IA, ESG e sanções
  • Sustentado por dados defensáveis
  • Continuamente monitorado
  • Auditável 

Baixe o Checklist de Due Diligence 2026 e avalie sua estrutura frente às atuais expectativas regulatórias. 

No cenário atual, due diligence deixou de ser uma atividade administrativa. Tornou-se inteligência estratégica de risco. 

Baixar o Checklist de Due Diligence 2026

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