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Uma mesma contraparte pode ser avaliada três vezes dentro da mesma organização e gerar três conclusões diferentes. A área de negócios realiza a verificação durante o onboarding, a equipe de Compliance...
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Em 2026, os reguladores não estão mais focados apenas em saber se sua organização realizou a verificação de terceiros.
Agora, eles querem saber se a sua empresa:
Em diferentes jurisdições, a pressão regulatória aumenta ao mesmo tempo em que os marcos regulatórios se expandem.
O resultado? Três pontos cegos estão agora sob forte escrutínio regulatório: governança de IA, verificação ESG e complexidade de propriedade em sanções.
A IA já está incorporada aos fluxos de trabalho de monitoramento, triagem, sumarização e geração de relatórios. Mas as novas regulamentações deixam claro que o uso de IA não elimina responsabilidade — ele a amplia.
O AI Act da União Europeia (em vigor desde agosto de 2024) exige que organizações que adquiram sistemas de IA classifiquem riscos e realizem due diligence sobre fornecedores e conjuntos de dados.
O Digital Operational Resilience Act (DORA) determina que instituições financeiras gerenciem riscos relacionados a fornecedores de tecnologia terceirizados, sob pena de possíveis sanções e multas.
Globalmente:
Se a IA influencia decisões de due diligence, sua organização precisa compreender como ela funciona, como os dados são obtidos e quais mecanismos existem para mitigar vieses ou alucinações.
A falha em avaliar riscos relacionados a fornecedores de IA já é considerada uma falha de due diligence.
Direitos humanos, impacto ambiental, riscos climáticos e padrões de governança agora fazem parte das estruturas regulatórias globais.
A Diretiva Europeia de Due Diligence em Sustentabilidade Corporativa (CSDDD) exige que empresas que operam na União Europeia identifiquem, previnam e mitiguem impactos adversos relacionados a direitos humanos e meio ambiente em suas operações e cadeias de suprimentos.
A Lei Alemã de Due Diligence na Cadeia de Suprimentos exige gestão e mitigação de riscos ao longo da cadeia de fornecimento, com penalidades financeiras significativas em casos de descumprimento.
A Lei da Transparência da Noruega obriga empresas a reportarem publicamente suas práticas de due diligence em direitos humanos.
Singapura também passou a exigir que riscos ambientais sejam incorporados às estruturas de due diligence de instituições financeiras.
No Brasil, o Plano Anticorrupção 2025–2027 prevê a integração de temas ESG às avaliações de risco de corrupção, reforçando a expectativa de abordagens mais integradas de compliance e governança.
ESG precisa estar integrado às estruturas de gestão de risco de terceiros — e não isolado em relatórios de sustentabilidade.
A simples revisão de políticas não é suficiente. Reguladores esperam, cada vez mais, mapeamento documentado de riscos, rastreabilidade da cadeia de suprimentos e monitoramento contínuo.
O risco relacionado a sanções tornou-se mais fragmentado e complexo, especialmente após conflitos geopolíticos e abordagens regulatórias divergentes entre países.
Monitorar apenas o nome de uma empresa já não é suficiente.
Uma abordagem de due diligence baseada em risco exige:
A ocultação de beneficiários finais representa um risco inerente, especialmente em contextos relacionados a corrupção, fraude ou lavagem de dinheiro.
Os reguladores recomendam monitoramento contínuo — e não apenas verificações estáticas durante o onboarding.
Se sua estrutura não consegue demonstrar como identificou estruturas ocultas de propriedade ou como monitora exposições dinâmicas a sanções, sua organização poderá enfrentar dificuldades sob escrutínio regulatório.
A maior vulnerabilidade surge quando esses riscos convergem:
Os reguladores nacionais têm incentivado abordagens integradas de due diligence.
A direção é clara: estruturas de compliance precisam ser baseadas em risco, documentadas, integradas e continuamente monitoradas.
Um modelo de melhores práticas em 2026 segue uma abordagem baseada em risco:
Isso exige acesso a dados globais de alta qualidade e com procedência comprovada sobre:
O ambiente regulatório continua se expandindo — não se estabilizando. Órgãos de fiscalização colaboram cada vez mais entre fronteiras. A regulamentação de IA acelera. A due diligence ESG está se transformando em obrigação legal executável.
O custo de uma due diligence insuficiente vai além de multas — inclui interrupções operacionais, danos reputacionais e exclusão de contratos.
A pergunta em 2026 não é mais se sua organização possui um checklist. A questão é se esse checklist é:
Baixe o Checklist de Due Diligence 2026 e avalie sua estrutura frente às atuais expectativas regulatórias.
No cenário atual, due diligence deixou de ser uma atividade administrativa. Tornou-se inteligência estratégica de risco.
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