O monitoramento de compliance produz evidências. E essas evidências só são defensáveis quando a fonte de dados que as sustenta também é. Um resultado obtido em uma base de dados de notícias licenciada...
Contabilizar o número de menções ao final de uma campanha não é mensuração de resultados; é apenas um registro histórico. O monitoramento de PR só comprova retorno quando funciona como um fluxo estruturado...
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À medida que as organizações passam a depender cada vez mais de informações externas para gerenciar reputação, compliance e riscos estratégicos, a forma como o conteúdo jornalístico é obtido tornou-se...
O monitoramento de notícias costuma ser avaliado pela velocidade e frequência dos alertas gerados. Na prática, porém, a precisão desses alertas é determinada pelo que está por trás deles: a abrangência...
Em 2023, líderes de comunicação estavam experimentando a IA generativa. Em 2024, ferramentas como o ChatGPT e outros modelos de linguagem passaram a fazer parte dos fluxos de trabalho, resumindo coberturas da mídia, redigindo mensagens e auxiliando no planejamento de campanhas. Essas ferramentas eram poderosas, mas fundamentalmente reativas. Dependiam de comandos, geravam respostas pontuais e exigiam intervenções frequentes dos usuários.
Agora, em 2025, entramos em uma nova fase: sistemas que não apenas respondem, mas agem.
Esses são os agentes de IA. Baseados nos mesmos grandes modelos de linguagem que alimentam ferramentas generativas, os agentes são projetados para operar com autonomia. Conseguem ingerir dados continuamente, tomar decisões com base em lógicas definidas e executar tarefas entre sistemas, muitas vezes sem a necessidade de comandos humanos. Para as equipes de comunicação, isso significa agentes que monitoram a percepção da marca, sinalizam riscos reputacionais e geram briefings prontos para os stakeholders, tudo em tempo real.
A questão agora não é se devemos usar IA, mas como implementar esses sistemas de forma inteligente e responsável. E no centro dessa decisão está uma escolha estratégica:
Deve-se criar os próprios fluxos com agentes, adotar uma plataforma pronta ou combinar as duas abordagens para equilibrar velocidade e controle?
Algumas equipes de comunicação e relações públicas mais avançadas estão trabalhando com parceiros internos de análise ou inovação para desenvolver seus próprios sistemas com agentes. Não se trata de projetos de pesquisa, mas sim de ferramentas aplicadas para monitorar o sentimento da mídia, avaliar riscos ou gerar briefings estratégicos.
Criar internamente traz várias vantagens. Permite que as equipes tenham controle total sobre as fontes de dados utilizadas pelos agentes (por exemplo, integrando conteúdo noticioso licenciado para GenAI da LexisNexis via API). Possibilita fluxos altamente personalizados que refletem o tom da marca, exigências de governança e os canais de entrega preferidos. E garante que os agentes acompanhem a evolução da estratégia interna, em vez de seguirem os cronogramas e prioridades definidos por fornecedores externos.
Mas isso também implica em um grau elevado de responsabilidade por parte das equipes. As equipes precisam gerenciar a lógica de orquestração, conectar sistemas internos com segurança e definir o que significa "inteligência" para cada fluxo. Isso não exige criar modelos de linguagem do zero, mas implica assumir o controle da arquitetura que envolve o modelo: quais dados entram, qual raciocínio ocorre e quais ações são tomadas.
Nem todas as equipes estão preparadas para gerenciar lógicas de orquestração ou pipelines personalizados — e tudo bem. O avanço das plataformas visuais e no-code permite que essas equipes construam e implementem agentes de IA sem escrever uma linha de código.
Plataformas como RelevanceAI e Dust oferecem interfaces intuitivas de arrastar e soltar, permitindo que os usuários montem fluxos de agentes de forma visual, conectando fontes de dados, etapas lógicas de tomada de decisão e canais de entrega dos resultados. Para as equipes de comunicação, isso permite criar ou testar rapidamente agentes funcionais, com prazos de entrega contados em dias, e não em meses.
No entanto, plataformas prontas costumam ter limitações. Podem restringir a profundidade de conexão dos agentes com dados internos ou de terceiros. Podem utilizar modelos de linguagem genéricos ou depender de dados coletados na internet aberta. E, por serem projetadas para um público mais amplo, os fluxos talvez não estejam alinhados às necessidades específicas de conformidade, segurança ou identidade da marca.
Isso não significa que essas plataformas não funcionam, mas as equipes devem avaliá-las com clareza sobre seu escopo e garantir que os dados utilizados atendam aos padrões corporativos.
Cada vez mais, as equipes mais eficazes estão adotando uma abordagem híbrida, combinando componentes modulares e flexíveis em um sistema que equilibra controle e velocidade.
Veja como isso funciona:
Isso permite que as equipes mantenham o controle sobre o que realmente importa — entradas de dados, regras de raciocínio e tom da marca — ao mesmo tempo que aproveitam as melhores infraestruturas e ferramentas de IA do mercado. Também evita a dependência de fornecedores e garante que os sistemas com agentes possam escalar e evoluir junto com o negócio.
Seja para criar, comprar ou combinar, o mais importante é fazer as perguntas certas desde o início:
As respostas a essas perguntas não vão apenas orientar a implementação inicial, mas também determinar sua capacidade de expandir, governar e confiar nos agentes ao longo do tempo.
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