As equipes de Compliance no Brasil enfrentam pressão crescente para identificar riscos de forma antecipada, documentar decisões com rigor e atender às expectativas regulatórias estabelecidas por normas...
A publicação das Resoluções BCB 519, 520 e 521 marca o fim de uma era de incerteza e o início da maturidade definitiva para o mercado de criptoativos no Brasil. O Banco Central (BC) não apenas validou...
Atuar globalmente oferece imensas oportunidades. No entanto, lidar com as diversas, rápidas e, por vezes, conflitantes regulamentações em diferentes jurisdições também traz desafios significativos de compliance...
Se você é um tomador de decisão em uma empresa, sabe o peso que há em fazer as escolhas certas. E, com o aumento das regulamentações de ESG e das expectativas dos consumidores em relação a práticas éticas...
*As opiniões expressas em materiais de autoria externa, vinculados ou publicados neste site, não refletem necessariamente as opiniões da LexisNexis Legal & Professional. Realizar due diligence é um processo...
Os princípios de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) têm sido um tema central dos últimos dois anos nas reuniões anuais do Fórum Econômico Mundial, na Suíça. Funcionários, clientes, legisladores, investidores e ONGs têm uma expectativa crescente em relação ao impacto positivo das empresas na sociedade – desde questões relacionadas à justiça social e meio ambiente até a implementação de o-que-esperar-da-agenda-davos-2021ações de due diligence, focadas no combate a riscos para demonstrar o compromisso com o compliance.
Empresas que focam no ESG em seu negócio e em seus investimentos podem esperar alcançar os seguintes benefícios:
No último ano, a ESG deixou de ser tendência futura e passou a ser “a bola da vez”. Os investimentos em ESG bateram níveis recordes durante a pandemia. Por exemplo:
“A experiência de 2020 ajudará a afastar as preocupações de investidores de que investir em ESG significa abrir mão de ganhos, o que era uma barreira generalizada ao crescimento dos produtos ESG”, disse Stephen Tu, vice-presidente e executivo responsável pela área de crédito da Moody’s.
Uma força essencial da ascensão da ESG é o fato de as empresas terem percebido a importância da reputação e a necessidade de minimizar os riscos relacionados a ela. As empresas são elogiadas com frequência – ou criticadas – de acordo com seu histórico ESG nos jornais de todo o mundo.
Por exemplo: os tabloides do Reino Unido, incluindo o The Independent e o City AM, vem cobrindo uma campanha contra o banco britânico Barclays em relação a seus empréstimos a empresas de perfuração, centrais elétricas movidas a carvão e areia asfáltica.
A desatenção à ESG gera um risco elementar à reputação das empresas, mas também pode implicar em riscos financeiros, estratégicos e legais. As empresas, por esse motivo, deveriam garantir que estão tendo um impacto positivo nas questões relacionadas a ESG e exigir o mesmo de terceiros e fornecedores.
Mas como você pode saber se um terceiro – ou um investidor em potencial – está de fato comprometido com a ESG? Algumas das melhores maneiras de monitorar a ESG das empresas são:
Mafalda Duarte está à frente do Climate Investment Funds (Fundo de Investimento do Clima) com aporte de 8,3 bilhões de dólares, sediado no Banco Mundial. O CIF investe em iniciativas para contrabalancear as mudanças climáticas em países de renda baixa e média. Nós a entrevistamos durante a Agenda de Davos deste ano:
“A ESG e os investimentos em ESG são, sem dúvida, uma tendência importante. Os fundos sustentáveis superaram o mercado em 2020 – os dois fundos de ações americanos com maiores retornos em 2020, que triplicaram em valor desde o início da pandemia, investiram em energia limpa. Todos os sinais indicam que esta tendência continuará a crescer em 2021 e mais além. De fato, a BloombergNEF prevê que meio trilhão de dólares será investido na transição para fontes de energia renováveis neste ano.”
“Uma tendência relevante e animadora é que a próxima geração se preocupa muito com o meio ambiente e as mudanças climáticas. E eles não apenas se preocupam, mas esperam e exigem que os governos e executivos em cargos de direção ajam contra as mudanças climáticas. Eu frequento conferências no mundo inteiro, nas quais encontro jovens líderes e posso garantir a você que Greta Thunberg e o Movimento Sunrise não são exceções”.
Algumas empresas podem dizer: por que isso importa tanto no fim das contas? Talvez elas se esqueçam de que os jovens de hoje serão os políticos, legisladores, investidores, empregados e consumidores de amanhã. Mais do que qualquer outra geração, essa quer trabalhar, investir e comprar de empresas que tenham um impacto positivo no mundo que as rodeia. Se as empresas falharam em alinhar seu posicionamento com as questões climáticas, elas serão ignoradas e rejeitadas pela próxima geração. Inevitavelmente, se dirigirão à falência.
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